quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Na defesa da fé, qual fé defendemos?

Em outubro de 2004 enviei o texto abaixo para o ICP – Instituto Cristão de Pesquisas. Tolice. Desisti.


À REVISTA DEFESA DA FÉ,

A Graça do Senhor Jesus,

Estamos rodando o mundo procurando heresias na defesa da nossa fé cristã, e no entanto, segue sem qualquer oposição no meio evangélico o crescimento espantoso dos mais incríveis fetiches e supertições em torno de objetos da fé, em uso pelo mais descarada forma de neopentecostalismo!

Por favor! Note: É cruz abençoada, farinha comprada no mercado de Israel, sal grosso, arruda, mantos, sabonetes, tudo dentro do mesmo esquema de leilão de sacrifícios, onde pastores-lobos anulam o sacrifício de Cristo e afastam o povo de conhecer a Graça de Deus e as Boas Novas do Evangelho.

Afastam sim!! Ninguém pode negar isso! Não é porque se fala em Jesus Cristo que se garante autenticidade ou legitimidade às desavergonhadas campanhas caça-níqueis. Faixas anunciam sessões de "desencapetamento total com fechamento de corpo".
Isso não merece defesa apologética?

Será possível que não conseguimos olhar nem para o próprio umbigo? Só porque tais denominações se dizem "evangélicas", calamos?
Quem quer aprontar despudoradamente é só se auto-denominar evangélico?
Por que recuamos frente ao poder temporal dessa "igreja"???
E Deus por acaso tem algum compromisso em manter nossa instituições evangélicas quando ferem frontal e conscientemente sua justiça e Verdades Eternas?
Porque se diz que, "pelo menos as pessoas estão ouvindo de Jesus", relevamos? É que Jesus é esse? E o mesmo de Nazaré?

Vale tudo porque se fala de JESUS?
Ora, vocês tem provado que não! E têm denunciado aqueles que se dizem sem ser, porém... desde que a instituição julgada não seja auto-denominada evangélica.
É assim ou é minha impressão equivocada? Se estou errado, por favor, dou total liberdade a ser "combatido" por vossa perícia teológica.

Caso contrário, paremos de falar de indulgências católicas, porque é isso que se faz hoje. A diferença é que não se promete o paraíso, que não interessa a essa geração, mas se oferece a possibilidade de "aparecer" nessa sociedade competitiva e consumista.
Paremos de falar sobre Mamom. Ele está dentro da igreja, reinando soberano. Paremos de falar sobre supertições e esoterismo, porque ninguém vende mais bugigangas ungidas do que a igreja.
Para concorrer com a Universal, pastores tem aberto mão de pregar Cristo Crucificado pra entreter o povo e distraí-los com votos, ameaças e aquisição de relíquias.
Quem somos nós para falarmos do Catolicismo.
Estamos cegos??!!

Por muito menos do que se vê hoje, foi que Lutero pregou suas teses na porta da Catedral! Foi por muito menos que isso tudo que está aí que Paulo escreveu Gálatas e Colossenses. Por muito menos chamou os anuladores da Graça de "cães" e falsos apóstolos.

Sinto dor e peço misericórdia. Mas fico pensando: Se a ênfase de Paulo na apologia era atacar de frente tudo que relativizava o sacríficio de Jesus e sutilmente seduzia os cristãos; ora, então o que nos falta para nos colocar ao lado de Paulo? E se ele visse como as coisas estão hoje??? E o autor de Hebreus? Já teria enloquecido!
Até o vinho da ceia perdeu o sentido, para virar fetiche! E pior que a transubstanciação romana, oras!!!

Temo que tenhamos que continuar coando os mosquitos, porque não temos coragem de parar de engolir os camelos todo dia. Só porque os cultos na TV demonstram a força numérica, política, econômica e de identificação com o sincretismo religioso dessa nação católico-pagã?

Jesus não tinha barganha nenhuma a fazer com tal "força" em seu tempo! Que façam o próximo presidente, mas não há negócio a ser feito com a DEFESA DA FÉ!!!

Portanto, para fazer APOLOGIA tem que ter coragem!

E sei que vocês não estão nessa à toa. Sei que é chamado e vocação. Sei que é a pulsão apaixonada pelo Evangelho que vos leva a pesquisar e pesquisar. Mas, por favor, meus irmãos amados, pesquisem como os dois olhos abertos. Olhem para dentro também. Aceitem minha humilde sugestão! Não digam que isso está por conta de cada denominação evangélica. Essa ética é anti-ética! É anti-cristã! É debater sobre a violência no Iraque nos bares do morro da Rocinha! Essa conduta ética pode se aplicar às doutrinas periféricas e não à ameaças à CRUZ. Veja se vosso CREDO não está sendo questionado desses púlpitos. Será que nosso compromisso com a omissão é maior que o compromisso com a ética neo-testamentária???
Não há ninguém que possa falar, profeticamente denunciar???
De modo que ser evangélico hoje, é ser O QUÊ???
Alguém sabe enumerar 10 fatores de identificação relevante entre nós???
Cada um manda no seu feudo, constroí seu vaticanozinho e pronto. Só porque está escrito "evangélico" na placa, tem que ser respeitada como existência legítima na representação do Reino???

Vocês podem não concordar comigo (que aliás não sou ninguém), podem achar que estou exagerando, mas o tempo vai mostrar, infelizmente, que eu estou certo.
E enquanto nos defendemos dos TJs, dos Esotéricos, dos Extraterrestres, budistas, católicos, das matérias superficiais e ingênuas da revista Superinteressante, do filme MATRIX, e outras abobrinhas; Jesus Cristo tem sido crucificado de novo todo dia nos templos cada vez mais suntuosos dos evangélicos que ensinam o povo a barganhar com Deus para MERECER sua benção e OBRIGÁ-LO a nos dar as coisas que desejamos pra consumo imediato.

MEUS IRMÃOS, ME PERDOEM, NÃO QUERO MACHUCAR NINGUÉM NEM VOS ACUSAR DE NADA. VOCÊS PODIAM NEM ESTAR LENDO ESSAS LINHAS. MAS É QUE NESSE PAÍS (aparentemente) SEM PROFETAS, NÃO TEMOS A QUEM RECORRER.
SE JÁ ME LERAM ATÉ AQUI, POR FAVOR, REFLITAM A RESPEITO E COM OUSADIA.

E tudo o que penso, na Liberdade que tenho em Cristo

NA DEFESA DA MESMA FÉ,

MARCELO QUINTELA

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A resposta da PUBLICAÇÃO DEFESA DA FÉ

Subject: Re: QUAL FÉ DEFENDEMOS?

Caro irmão,

Bom dia!

Sua sugestão foi encaminhada ao departamento teológico para análise de possível publicação.

Peço que aguarde e que ore!

Gratos,

Bruna Benezatto
Assistente-Editorial

ICP - INSTITUTO CRISTÃO DE PESQUISAS

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Algum tempo depois, como eu já imaginava, o departamento teológico da revista me contatou para disser que não podiam ajudar em nada, ainda que concordassem com a análise feita. Argumentaram que o chamado da Revista está relacionado à defesa apologética de vem de “fora” da igreja. Com isso, reafirmaram que essa coisa toda é de dentro mesmo – o que aumenta o peso de condenação, posto não estarem cegos diante dos fatos. Afirmaram que a ética que acusei ser anti-ética, é a ética da Revista, enquanto for esse o chamado de Deus.

Outubro de 2004

Marcelo Quintela

Sem sucesso, então, o texto foi enviado para alguns sites e no www.caiofabio.com foi publicado sob o título POR UMA APOLOGIA BRASILEIRA, em “articulistas”.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

"Mereça! Faça por merecer esse sacrifício!"

Depoimento de Valmir Bodruc - Estação Santos

Esse Domingo, dia 26 de março, no Caminho em Santos foi diferente.

O Marcelo havia anunciado na semana anterior que teríamos exibição de trechos de filmes na reunião.

O que vai sair disso? Isso vai dar certo? Como as pessoas vão entender, posto que será uma programação bem diferente da “costumeira?” – pensava eu.

Lá estávamos nós.

O Marcelo, então, avisou: “não vou pregar, mas somente explicar o contexto do primeiro filme que é...“

E daí começou a falar da história de “O Resgate do Soldado Ryan” e talvez nem se deu conta que, após discorrer sobre o contexto do filme, passou a falar da Graça de Deus de modo muito simples, figurado e consistente.

Explicou sobre a tendência de pensarmos que a Graça simplesmente se limitou até o dia da nossa conversão e dali para frente “é comigo mesmo...”, e, iniciamos então uma nova vida, de tentativas de santidade por conta própria, e dessa maldita justiça própria, que serve somente para achatar a vida da pessoa que tenta dela se valer.

Ficou bem claro que na Graça, fomos totalmente libertos, perdoados e resgatados, quer seja do passado, presente ou futuro.


O Resgate do Soldado Ryan

No filme, o Soldado Ryan, ao ser salvo pelos companheiros de batalha, para ser devolvido para a vida cotidiana normal, fora daquela guerra, recebeu como “instrução-conselho-mandamento” de vida que deveria “MERECER E FAZER POR MERECER” o sacrifício da vida de outros soldados para enviá-lo para casa com vida. “Mereça, mereça, faça por merecer!” - dizia o capitão (Tom Hanks) ao soldado Ryan (Matt Damon) pouco antes de morrer.

E Ryan tentou viver para cumprir isso. Deve Ter vivido uma vida desgraçada, em se considerando a insegurança dele ao final na sua velhice, quando em visita ao túmulo do capitão. “Diga que fui um homem bom! Diga!” – implorou para a esposa.

Foi salvo, mas a culpa morou com ele a vida toda. Foi resgatado, mas a culpa foi o pano de fundo de toda sua vida de “salvo”, porque, no fundo, ele sabia que não conseguia atingir tal objetivo de MERECER E FAZER POR MERECER, pois sendo humano, falhava em ser bom, como é natural.


A Paixão de Cristo

O filme foi projetado a partir da cena da cruz, onde Jesus Cristo crucificado diz: “ESTÁ CONSUMADO”, e assim dizendo significava que havia cumprido tudo, por todos nós que não merecemos, e por isso todos estamos justificados por Ele do passado, presente e futuro, afinal, está pago!

Voltamos à cena da cruz uma segunda vez, agora o filme segue sem áudio, e o Marcelo dublando Jesus na cruz, e substituiu o “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” por outra fala que fica assim: “Mereçam, mereçam, façam por merecer”.

Ficou uma desgraça, não a produção do Marcelo (rs), mas a história da humanidade na versão da Justiça Própria. Que triste, a Justiça Própria é tão presunçosa que, tal como ilustrado, é como se ela colocasse na boca de Jesus essa expressão que exige a paga pelo sacrifício que Ele fez.

Creio que o Marcelo conseguiu deixar bem claro que: somos chamados a crer no que foi consumado, pelo fato de que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, tirando de cima de todo ser humano os seus pecados, e que amar a Deus em gratidão é que nos leva a não gostar de pecar, mesmo que continuemos sendo pecado, mas, estamos livres desse tal pecado que nos escravizava.


O Nosso Resgate Pela Paixão de Cristo

Não merecemos, nem conseguiremos fazer por merecer, por isso mesmo Ele se deu por nós, morrendo nossa morte para vivermos sua vida.

Como o Marcelo disse:

- Arrepender-se é dizer: Eu entendo que não mereço a Graça! Dou razão a Deus!
- E crer na Graça é dizer: Muito obrigado pelo teu perdão, estou justificado!

Na mesma Graça, pela qual fui resgatado, sem merecer, e nela prossigo em amor e gratidão.


Valmir Bodruc

OBS: Essa mensagem "cinematográfica" foi gravada em DVD e está disponível à venda ou locação nas livrarias Pão do Céu, no Gonzaga e nas demais cidades do litoral sul de São Paulo.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Meditando sobre a graça de Deus

Fico meditando sobre a graça de Deus, sobre minha vida, meu dia a dia, minhas atitudes, as coisas que deveriam estar aniquiladas em mim e as que deveriam estar operando e frutificando em mim.

Há um grande contraste de pensamentos, de atitudes, de sentimentos, ressentimentos, amor dado, amor não manifestado, intolerância à pessoas, à atitudes, como reagir... Complicado.

A tendência é deixarmos ficar pesado.

Penso:

Jesus veio ao mundo manifestar a Graça de Deus.
D
igo ‘manifestar’, porque havia sido “morto antes da fundação do mundo”, conforme as Escrituras:

AP 13:8) - E adoraram-na (a besta) todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

Nós - toda a humanidade - estávamos mortos em pecado, e Ele nos deu vida em abundância:

(EF 2:1) - E VOS vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,

(JO 10:10b) - Eu (Jesus) vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.

Ao morrer na cruz do calvário, pagou todo preço da dívida que era contra nós, “zerou a conta”, pelo seu precioso sangue derramado em manifestação de amor em sacrifício pelos injustos, para que, crendo, sejam, então, justificados pela fé, que também é dom de Deus.

Ressuscitou da morte e vivo está nas alturas ... prepara morada para os seus.

Enviou seu Espírito para nos guiar a toda verdade, para nos convencer amorosamente, para moldar nossa vida, para sermos frutíferos... Disse que não nos deixaria órfãos.
O Espírito Santo revela a verdade e vai até o “fim” na obra iniciada.

Graça, favor imerecido. Não merecendo, recebemos graça, pela vontade de Deus.
Há uma dificuldade em crer plenamente. Tolice, mas por raciocínios (que travam) como um: eu sei, mas... (esse mas é terrível).

Há pecado residente na carne e podemos estar mais que acostumados à pronta atitude de atender solicitações do corpo e da mente, mesmo que estas estejam pendendo contra o espírito... e quanto peso de culpa após dizer sim!

Mas a Graça também está presente, o Perdão disponível, o Sangue nos lavou do pecado, não há culpa imposta. É loucura para a mente, o raciocínio entra em parafuso: - Como é isso?

E descansar na Graça!

“A minha graça te basta... “

É suficiente, resolveu tudo, não deixou pendências, já é agora, viva nela.

Parece que a Graça traz em si lições como:

- A paciência de conviver com a carne e o pecado inerente a ela;

- A sabedoria de escolher as coisas que pendem para o espírito;

- Buscar e saber receber subsídio através da revelação pelo Espírito Santo na Palavra, na meditação, na oração, nos acontecimentos “normais ou anormais” do dia a dia, desde os mais simples até os mais complexos... Ele sempre ensina;

- Perseverança, paciência, alegria mesmo nas tribulações, tristeza perante conquistas que parecem boas, mas, que vem somente para perverter, e as ditas “boas atitudes” com motivação errada;

- Na Graça aprendemos que há um objetivo que será alcançado e podemos seguir adiante com bom ânimo;

- Na Graça aprendemos que o Grande Dia é aquele que se chama Hoje;

- Na Graça sabemos a Quem pertencemos e conhecemos Sua voz;

- A Graça produz a alegria da certeza do cumprimento da promessa feita por Quem ofereceu Graça;

- Na Graça aprendemos que tudo depende Dele e Ele deseja a nossa participação por que nos ama.

Graça, presente dado a quem não merece, por quem tem o desejo-satisfação que recebêssemos tal presente.

Presente (dom) tão grande e tão complexo, mesmo sendo simples, que vai ser novidade deliciosa sempre, no “dia a dia” pela eternidade, que pela mesma Graça, fomos feitos participantes.

N´Ele, pela graça de Deus.

Valmir Bodruc
Estação Santos do Caminho

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

John Lennon pregou no Caminho da Graça

Imagine there's no heaven,

Imagine que não há céu

It's easy if you try,

É fácil se você tentar

No hell below us,

Nenhum inferno sob os pés

Above us only sky,

Acima de nós só os céus

Imagine all the people

Imagine todos os povos

living for today...

Vivendo apenas pelo hoje...



Imagine there's no countries,

Imagine que não há mais países

It isn’t hard to do,

Isto não é difícil de realizar

Nothing to kill or die for,

Nada para matar ou morrer

No religion too,

Nenhuma religião também

Imagine all the people

Imagine todos os povos

living life in peace...

Vivendo a vida em paz...


Imagine no possesions,

Imagine não haver possessões

I wonder if you can,

Eu duvido que você consiga

No need for greed or hunger,

Nenhuma ganância nem fome

A brotherhood of man,

Uma verdadeira irmandade humana

Imagine all the people

Imagine todos os povos

Sharing all the world...

Compartilhando o mundo todo...


You may say I’m a dreamer,

Você pode dizer que sou um sonhador

but I’m not the only one,

Mas não sou o único

I hope some day you'll join us,

Tomara que um dia você se una a nós

And the world will live as one.

E então o mundo viverá como sendo apenas um.

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Hoje eu preguei pela manhã na Catedral Presbiteriana do Rio, e, à noite, no Caminho, em Brasília.

Fui para a reunião no Caminho com quatro mensagens pulando dentro de mim, mas nenhuma se fixando.

Tomei a palavra, apresentei duas crianças a Deus, a pedido dos pais; e apresentei a Maria Helena, minha amiga e irmã do Café com Graça, e que está em Brasília internada para sério tratamento de saúde.

Então lemos juntos os 20 artigos do texto “o Reino é Simples”, e que está aqui no site. Eu havia pedido ao André Barcelos para tocar “Imagine”, de John Lennon.

Acabamos a leitura e oramos.

De repente um texto de Apocalipse 21. “Nela não vi nenhum santuário”. Então perguntei se eles sabiam cantar o Imagine. Tentamos. Não íamos bem. De súbito aparece um pastor que freqüenta o Caminho, e com ele mais dois, e, os três, assumiram os microfones e mandaram ver. O povo cantou junto com muita alegria.

A seguir eu mostrei como aquela letra era completamente compatível com o sonho da Nova Jerusalém. E daí fui embora..., mostrando o significado de Jesus ser Sumo Sacerdote segundo a Ordem de Melquizedeque. Acabamos no Cordeiro imolado antes da fundação do mundo. E, aí, cantamos Imagine outra vez...

Então convidei quem tinha entendido o Evangelho naquela noite, e que desejava manifestar por meio da confissão pública e simples aquela decisão, para virem até a frente. Muitos e muitos vieram na hora; alguns chorando.

Lennon jamais pensou que Imagine poderia, de fato, levar o individuo à Nova Jerusalém. Porém, explicada a partir do Cordeiro e da Luz eterna, a letra ficou clara para muitos; e como a mensagem era Cristo e sua conquista absoluta; sendo digno de realizar o que prometera; e, portanto, sendo Aquele que desata os selos da história; pois é digno (Apc 5)—o Espírito de Deus trouxe convicção de fé e esperança ao coração de muitos.

O fato é que ao final eu ouvi toda sorte de testemunhos; de curas físicas até libertações de depressões antigas. Mas as mais lindas declarações vieram daqueles que disseram que encontram uma intensa alegria na herança que já têm em Cristo garantida para eles em glória.

Paulo disse: Imagine! Pense nas coisas lá do alto, não nas que são aqui de baixo!




Nele, em Quem todo Imagine é pobre; pois, o que olhos não viram; ouvidos não ouviram; e jamais subiu ao coração de poeta ou profeta algum, é isto mesmo que Ele tem preparado para aqueles que o amam; o que, em parte, já nos foi revelado pelo Espírito,




Caio

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

João Batista e uma denúncia à igreja de hoje

Mexendo em documentos do Word, encontrei ontem uma Mensagem que preguei em Maio de 2004, ainda no púlpito evangélico.

Hoje, pensando a respeito, estou certo de que por mais enfático que fôssemos, a "igreja" fingia se comportar como se não fosse com ela.

Tal como se vê agora, o corporativismo evangélico é maior do que a força de qualquer denúncia que se faça "dentro"! Entra por um ouvido e sai pelo outro. Prova disso, são as três décadas de incansável dedicação do pastor Caio à pregação que procurava trazer alguma lucidez ao insano espírito de seita da "igreja".

Atualmente, só porque está "fora"; ele - o Caio - é que virou seita.

Essa é a nova definição de seita: Seita é quem fala do lado de "fora" dos muros da oficialidade!

Mas, eu sei em Deus, que lá "dentro" Ele tem muitos e muitos e muitos dos seus profetas...

Todavia, também sei que eles morrem no final.

Porém, enquanto têm a cabeça sobre o pescoço, a eles encomendo o esboço abaixo, esperando que lhes seja útil, de fato.


Dezembro de 2006


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ESBOÇO

TEXTOS: Lucas 3.7-16 e Mateus 3.4-11 Santos, 23 de Maio de 2004



A. INTRODUÇÃO



João Batista era um homem sem barganhas a fazer com nada e com ninguém. Sua política era não ter qualquer política nas relações humanas que estabelecia, enquanto “preparava o caminho do Senhor”. Nem o Rei Herodes escapou de ver sua vida íntima cheia de mentira e traição exposta à luz do dia por João Batista. (Lucas 3.19)

Enfim, João não era polido quando o assunto era cada um viver o arrependimento que dizia ter experimentado.Veja suas palavras:

1. Aos militares (soldados e policiais): não pratiquem extorsão, subornos e ameaças (Lc 3.14)

2. Aos fiscais do poder econômico: não “superfaturem” a conta do contribuinte! (Lc. 3.12-13)

3. Aos líderes religiosos: Não se orgulhem do que vocês são, porque dessas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão! (Mat. 3.9)


Isso porque nas filas que se formavam para os arrependidos serem lavados no batismo com água, João percebeu que os fariseus foram fazer uma média popular, um teatrinho santo, buscando também o batismo. Contra eles, João Batista afirmou: “Raça de víboras, quem lhes deu a idéia de fugir da ira que se aproxima? Dêem fruto digno de arrependimento. Não pensem que podem dizer a si mesmos: Somos filhos de Abraão.”



B. QUAL ERA O PROBLEMA DOS RELIGIOSOS DA ÉPOCA DE JOÃO?



Achavam que possuíam salvação e aceitação divina como direito herdado e automático por serem descendentes de Abraão, de quem os judeus são filhos, segundo a carne.
Confiavam nessa herança religiosa: Entendiam sua filiação de Abraão como uma espécie de mérito, orgulhavam-se do seu "pedigree" religioso.
Sentiam-se superiores aos demais seres humanos (vira-latas espirituais) por causa dessa tal herança genética escolhida.
Não sentiam culpa ou arrependimento, já que eram “santos por nascimento”.


Tudo isso, enquanto Romanos 9.7-8 nos diz: “Nem por serem descendentes de Abraão passaram todos a ser filhos de Abraão... Não são os filhos naturais (de Abraão) que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa é que são considerados filhos de Abraão.”



Em outras palavras, o que João lhes disse foi o seguinte: De onde foi que vocês tiraram esse orgulho bobo? Qualquer um pode ser igual a vocês! Não há mérito nenhum em ser quem vocês são, se a vida de vocês não mostrar transformação intíma e pessoal. Sem arrependimento sua religião é NADA para Deus! Mudem!!!



De modo que, toda essa introdução é a ponte para nosso assunto:

JOÃO BATISTA E UMA DENÚNCIA À IGREJA DE HOJE


C. QUAL É O PROBLEMA DOS RELIGIOSOS DE HOJE?



Quero me basear na experiência de João Batista com os "crentes" de sua epóca para fazer uma denúncia contra a Igreja Evangélica no Brasil atual, da qual pertenço... da qual sou filho.

A IGREJA EVANGÉLICA NESSE PAÍS CRESCEU! MAS NO MEIO DESSE CAMINHO PERDEU SUA ESSÊNCIA E AGORA ESTÁ RETROCEDENDO!



O que isso significa?

A IGREJA EVANGÉLICA CRESCEU! Mas, quando cresceu fez barganhas e acordos com os poderes e interesses desse mundo, pelos quais se apaixonou 'adolescentemente': as vantagens políticas, o acúmulo de dinheiro e o apego institucional.


A ESSÊNCIA PERDIDA. A igreja perdeu a pregação! A essência perdida não é outra senão a própria pregação de João: O compromisso exclusivo com a Mensagem do Reino de Deus, que não está aqui ou ali, mas dentro de nós. E a mensagem do Reino não é outra senão a de João: Arrependam-se! Arrependam-se! E vivam como arrependidos! Ao contrário do orgulho auto-suficiente da religião institucionalizada e cheia de si mesmo, a mensagem de João no deserto era a GRAÇA, a dependência da salvação em Jesus, que batiza com o Espírito Santo quem não merece nada de Deus: Nós, os que cremos, e não os que cumprem as regras da Lei, porque os que crêem Naquele que João anunciava é que são os filhos de Deus (João 1.12). Logo, eu sou um perdoado, e devo viver com essa consciência que afirma a graça de Deus (Gálatas 2.21).


O RETROCESSO. A igreja evangélica se aproxima dos mesmos conteúdos heréticos da instituição romana que abandonou na Reforma Protestante, como a porca lavada que volta a lama... como o cachorro que lambe o próprio vômito. E ainda consegue absorver misticismo, espiritismo, esoterismo e charlatanismo num caldo só, e como um animal no cio, sorve qualquer vento de doutrina que passa. E se esse vento for capaz de fazer uma média com o público e com o rebanho, então vira vento do Espírito na hora, vira moda; é incorporada às coisas santas e fica inquestionável.


D. EVIDÊNCIAS DESSE RETROCESSO



1. Pegamos gosto pela herança, pelos costumes estabelecidos, pelo “pedigree evangélico”: Ou seja, ser crente em Jesus virou ser evangélico. Ser evangélico virou ser salvo pela Fé. Logo, ser salvo é ser evangélico e, pensando assim, ser afastado da freqüência e do estilo, da moda, dos costumes e linguagem evangélica é estar perdido, é estar indo para o inferno. Como eu “não fumo, não bebo e não falo palavrão!” tenho méritos que me garantem o céu dos evangélicos, onde posso habitar em paz, sem ser julgado, lugar onde se aceita as piores formas de farisaísmo, de egoísmo, de cobiça, de ambição e de motivações malignas desde que eu vista a camisa, desde que eu compre o pacote pronto, o Kit-comportamento que sinaliza para os irmãos que eu estou firme! Desse jeito, já podemos colar adesivos nos carros: Sou feliz por ser evangélico! Essa é verdade, queiramos enxergar ou não: aceitar Jesus virou aceitar esse pacote! Aceitar Jesus é a mesma coisa que assumir o jeitão da igreja a qual se aceita, e para a qual se ajeita, mudando os detalhes exteriores, mas mantendo o mesmo inferno que carregava na alma. Aceitar Jesus é aceitar sem questionar a religião que Ele produziu, como se Dele tivesse partido essa iniciativa grotesca.

Ø O QUE PENSO DISSO? Veja Gálatas 2.15-21

Ora, crente evangélico qualquer um é! Qualquer pedra pode virar crente hoje! Ser evangélico não garante salvação. Se nosso evangelismo é uma propaganda da nossa igreja, então é qualquer coisa, menos evangelismo.

Ø EXEMPLO: Um ex-sócio de meu pai um dia teve uma idéia “genial” para ganhar dinheiro: Alugou um salão, ‘contratou’ um pastor, se auto-consagrou bispo, e assumiu a tesouraria da sua “igreja evangélica”, a sua igreja-bolso, a sua igreja-caixa 2. Com isso, não quero dizer que essa é a motivação com que se abrem igrejas hoje. Não. Acho que não. Somente quero dizer o que já disse: Qualquer coisa pode chamar-se Evangélico. E quem se orgulha disso, aceita qualquer coisa. Eu procuro falar de Jesus, e se me perguntam, eu respondo: "Sou evangélico." Vejo acontecer o contrário em nosso meio: Procuramos falar da igreja, e se perguntam, aí falamos de Jesus.



2. Pegamos gosto pelo currículo, pela carreira evangélica: O perigo da liderança é parecer com os fariseus. Para manter a autoridade sobre o povo, precisavam fingir espiritualidade, exigir respeito e submissão até convencerem a si próprios que são melhores e maiores que os outros irmãos. Na relação com Deus, somos somente filhos amados e perdoados na Cruz. Não há Pastor, Líder, Bispo, apóstolo ou seja lá o que for. Para Deus há gente que, ao se arrepender, devem viver como arrependidos! A obediência é fruto da gratidão Àquele que o amou primeiro. Por isso, não devemos estimular na Corpo de Cristo a diferença entre um e outro. Todos são iguais e todos merecem respeito.



Ø O QUE EU PENSO DISSO? Leitura de Gálatas 3.26-29

Jesus vai se referir a João como o maior dentre os nascidos de mulher. No entanto, esse maior dentre os homens não era “digno de desamarrar as sandálias de Seus pés.” Ele dizia: importa que Ele cresça, e eu diminua. João, o homem que Jesus chamou de ‘maior’, nunca usou títulos e nem referência alguma de autoridade: Você é Elias? Não! É o profeta? Não! Ele era a Voz! Mais tarde, Jesus diria: O maior entre vós, seja o que mais serve!

E essa atitude deve orientar a prática da liderança-serviço desta comunidade. Que as igrejas sejam lugar de gente anônima ter importância!



3. Pegamos gosto pela pregação comprometida com as expectativas do povo: a pregação do Evangelho atualmente é a pregação do aqui e agora, do "fast food espiritual" que usa fórmulas, campanhas e cita promessas que Deus não fez para conquistar o sucesso, a posição, os bens e todas as coisas que o mundo valoriza. E nesse esforço desesperado por vencer na vida o povo busca o apoio divino. Buscar o apoio de Deus não é o problema. O problema é que Deus agora tem dono. A gente precisa força-lo a abrir a mão. "Faça isso e aquilo, e Deus é obrigado a se mexer!" É um Deus domesticado (deus-totó). Essa é a pregação!. É a perversão da pregação de João, que “ com muitas outras palavras exortava o povo e lhe pregava a boa notícia” (Lucas 3.18). Para João, a boa notícia era o Reino: “o Reino é vindo!!! Preparem o caminho para o Senhor!!! Ele vem aí!!! Arrependam-se, e dêem fruto de verdadeiro arrependimento!”

Ø EXEMPLOS: Quero ilustrar os dois últimos itens: Num programa de TV, o bispo (não era da Universal, como todos pensariam) exigiu uma “oferta pela culpa” para uma irmã aflita que ligara arrependida de ter oferecido oferendas em encruzilhadas antes de ter aceitado a Cristo. Mandou que ela anotasse agência e conta corrente e “liberou” o perdão, baseado em sua “autoridade apostólica” pela TV mesmo, já que não havia uma igreja daquela denominação em seu bairro para que ela se confessasse ao sacerdote, segundo foi orientada pelo bispo. Eu vi isso! Veja: É preciso pagar pela culpa? Logo, não está pago!? Nesse programa evangélico, a graça foi anulada e Cristo morreu em vão pela vida da irmãzinha! (Efésios 4.14)

Tem mais: Por acaso, somos católicos medievais que precisamos do clero para intermediar nossa relação de confissão com o Pai??? Esquecemos da orientação do autor de Hebreus de nos chegarmos com ousadia ao Trono da Graça para alcançar misericórdia em tempo oportuno. Porque para Deus não existe bispo, nem padre, nem pastor, nem apóstolo entre eu e ELE. O sacerdote é Cristo! Foi para isso que, na Cruz, tudo foi consumado! Meu pecado cabe na Cruz do Cordeiro de Deus, que segundo João Batista, tira o pecado do mundo!



E. CONCLUSÃO



A GENTE É SÓ GENTE! Não há homem, mulher, rico ou pobre, estudado ou ignorante, patrão ou empregado, pastor ou ovelha, “todos são filhos de Deus mediante a fé em Cristo”
Não corra atrás de currículo espiritual: Quem quiser se gloriar, glorie-se nisso: Em conhecer mais e mais o Senhor. Paulo não se gloriou, senão nas suas fraquezas, pelas quais o poder de Deus se aperfeiçoava em sua vida. 2 Coríntios 12.9-10

Não dê ouvidos a toda pregação evangélica só porque é evangélica.

Precisa ser comprometida com a Palavra, com as causas do Reino de Deus, sem barganhas, sem meninices, ameaças e induções. Saibam: Deus não é evangélico, não é pentecostal, tradicional, congregacional, nem batista, presbiteriano, nem metodista, nem qualquer outra coisa que diz representá-lo. Deus não cabe nessa coisinhas que inventamos!

Ouça a Voz! Mesmo que seja a única que prega o que prega! Não se iluda com multidões. As multidões são curiosas e seguem somente enquanto se sentem bem. Os discípulos seguem porque só Ele tem as palavras de vida eterna.

Há igrejas sérias, e essas igrejas vão continuar pregando as Boas Notícias do Reino que não é deste mundo. Que essa igreja seja assim, mesmo que isso signifique ser uma Voz no meio do deserto. Afinal, quando o Filho do Homem vier, vai encontrar FÉ na Terra?



Marcelo Quintela

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Caminhando com Graça na TV COM

Amanhã, sábado (15/08) tem Caminhando com Graça na TV COM, canal 99 da NET.

Dessa vez será o Marcelo Quintela falando sobre Pedofilia Espiritual. A partir das 13:00 horas.

Assista porque temos certeza que lhe fará Bem.

domingo, 9 de agosto de 2009

Decretos da Cruz em audio